quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Unbroken Capítulo 1


Marie Jane POV's

    Faz exatamente seis meses que acordo nessa mesma realidade mediocre de sempre. Atrasada, pulo da minha cama e corro para um imundo cubiculo que chamo de banheiro. Mal paro em casa, se é que posso chamar esse chiqueiro de lar, quanto mais arrumar tempo para me dedicar a ele. 
    Mas minha vida nem sempre foi assim, não pudia dizer que era feliz, mas era comoda. Meus pais não sabiam o que era uma casa e o que ter filhos. Achavam que a resposta de tudo na vida era o dinheiro. Nunca fui mimada, queria fazer por merecer, se é  assim que eu achava. Quando chegavam em casa a noite, um abraço não ganhava, na verdade meu ouvido se invadia de comentários ruins, berros, barulho de objetos lançados. 
    E foi assim em um dia que não aguentei mais. Peguei minhas coisas e minha pouca quantia poupada em dinheiro, e de cabeça quente, tomei a decisão da minha vida:
    Sairia de casa.
    Já tinha idade o suficiente para cuidar de mim mesma, coisa que acreditem ou não aprendi cedo e sabia fazer melhor que os encarregados da função. Na época, tinha dezessete anos e em menos de um mês faria dezoito. Se falasse aos meus pais eles não deixariam eu ir, não pelos motivos mais conhecidos dos pais, como: "Minha filhinha ainda é pequena, não sabe se cuidar" e blá blá blá, e sim porque eles diriam que a filha deles não iria trabalhar e que se trabalhasse seria na empresa deles.
    Mas cada dia a mais naquela casa era como se fosse uma tentativa de suicidio.
    Bom, comprei um apartamento em um fim de mundo, pois meu dinheiro não era muito e queria que ele fosse o mais afastado possivel de qualquer lugar que meus pais pensassem que eu tivesse o bom senso de estar, esperando por eles para me levarem de volta pra casa. Moro em um bairro que é afastado do centro e consequentemente afastado da Classe A londrina.
    Vocês devem estar se perguntando se meus pais se preocuparam comigo, ou como consigo sobreviver, e uma única resposta que serve adequadamente para as duas perguntas: Sorte.
    Meus pais, Victoria Lurdson e Paul Fox, sim eles são meus pais e donos da famosa empresa Music Mix, as vezes me ligavam, então troquei de numero e eles não fazem ideia de onde eu esteja.  Sobreviver, bom, como eu não tinha um emprego antes, tive que arranjar um. Por sorte ou azar, encontrei uma lanchonete vagabunda no caminho ao meu apartamento e como estava com fome entrei. Fiz o pedido, mas no final meu dinheiro não era suficiente para pagar a conta e tive que recompensar de algum jeito e desse jeito compenso até hoje.
    Trabalho em uma lanchonete chamada Danny's Burger, o dono do estabelecimento é um gordão metido a cowboy que  tem manchas de gordura por toda a roupa que acha que o mundo vai ser dominados pelos gordos, um cara arrogante e fedido que não sei como consegue manter pessoas trabalhando naquele inferno de estabelecimento. Está casado, pelas as minhas contas, com a vigésima esposa desde que trabalho lá. Sua esposa, Emy, é uma moça loira de uns vinte anos, muito bonita, mas parece que não é feliz com esse casamento É a única pessoa que se aproximou de mim, e consequentemente, minha única amiga.
    O movito pelo qual se casou com o barrigudo, foi porque seus pais não tinham mais dinheiro para manter a fazenda que tinham e todas as terras vizinhas haviam sido vendidas ao Danny e ele se fazendo de boa pessoa poupou a familia da Emy de vender a fonte de sustento se a filha mais velha deles se casasse com ele.
    Sou a garçonete do estabelecimento, que é o ponto de encontro de velhos babões que querem se embebedar e jovens tarados querem ver se arrumam umas mulheres maduras. Tente formar uma imagem do lugar que eu trabalho, agora junte tudo a minha realidade, você acha fácil? Agora além de trabalhar lá, no meio dessa gente nojenta, ainda tenho que aguentar xavecadas de bêbados, ofertas para ir lá nos fundos, tapas que podem deixar sua bunda roxa, clientes insatisfeitos que jogam a  comida em você e um salário de merda que mal dá pra você comer.
    Eu tinha que arranjar outra forma de emprego, foi ai que tive que apelar para um caminho que eu sabia que um dia eu seguiria: eu iria me vender. Fui atrás de uma noticia que ouvi na lanchonete de que uma famosa casa de strip-tease chamada On Fire, que estava precisando de empregadas.
    E é assim que minha vida anda. Ás vezes eu penso que era melhor eu nunca ter fugido de casa, mas sei também que talvez tenha evitado coisas piores.



OI, esse foi o primeiro capítulo. 
Vou tentar postar com certa frequencia, espero que tenham gostado
Um gif pra vcs Liamdas!


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